O governo português recuou na introdução de uma taxa aos sacos de plástico. Uma medida que, a meu ver é apenas um adiamento, pois a mesma torna-se inevitável.
Sou contra as taxas, mas neste caso não me parece haver alternativa. São milhões o número de sacos distribuídos nos supermercados.
Na Irlanda (país pioneiro desta medida em 2002) teve enorme sucesso. Cada irlandês levava para casa 328 sacos de plástico por ano. Depois da medida, o número caíu para 21. Naquela altura, os sacos de plástico representavam 5% de todo o lixo, depois da medida passou para 0,22%.
Em Portugal temos os ecosacos, que custam 10 cêntimos, levam cerca do triplo que os sacos normais, tem asas (não magoa as mãos) e quando está estragado basta troca-lo gratuitamente. Infelizmente pouca gente sabe disso e quem sabe, pouco usa.
E se pensamos que esta medida faz sucesso apenas na Irlanda, espantem-se com o nome dos países onde a mesma foi já implementada ou até foram proíbidos o uso de sacos de plástico: Quénia, Uganda, Ruanda e Tanzânia.
Afinal, o terceiro mundo somos nós…
Categoria: Discordâncias.
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